My Irreversible Point of View

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Thursday, March 02, 2006

O flagelo da gripe das aves

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Gripe das aves no continente africano



O surgimento do vírus H5N1 na Nigéria está a deixar o continente africano de cabelos em pé. É que não existem, nem de perto nem de longe, meios nem sensibilização para combater com eficácia a propagação deste flagelo.

Desde que o primeiro caso de gripe das aves foi detectado em África - mais precisamente na Nigéria -, a maior das inquietudes instalou-se nas instituições políticas e sanitárias do continente. É que, manifestamente, a África é atingida sem estar preparada para esta situação.
Como se constatará facilmente, a gripe das aves surge como uma nova inquietação para África, cuja população é maioritariamente rural. E que, pior ainda, tem hábitos alimentares e costumes tão diversos, que se tornam propícios à disseminação de doenças.
Embora seja certo que, nos centros urbanos do continente, muitos consumidores deixaram, com ou sem razão, de consumir aves, venham elas de onde vierem, também é verdade que isso não sucede nas zonas rurais. Em certas zonas, qualquer ave que morra fica irremediavelmente condenada a assar na caçarola, pouco importa o motivo por que morreu!
Numa África em que as aves estão no coração de todas as cerimónias, festas e ritos tradicionais, é difícil imaginar que os responsáveis sanitários consigam fazer-se ouvir quando apelarem à substituição de aves por outros animais.
É um dado adquirido que a gripe das aves não faz apenas vítimas na capoeira e que a sua transmissão aos humanos pode ser mortal. Já assolada pelo vírus da SIDA, com um número de seropositivos cada vez mais preocupante, na Nigéria e noutros países, África teria preferido ser poupada à gripe das aves.


A Europa e a gripe das aves



Com a presença da gripe das aves na Europa, os dirigentes da União Europeia estão, neste momento, a fazer os possíveis e os impossíveis para controlar a epidemia.
Entre os casos confirmados destacam-se a morte de vários cisnes selvagens, vítimas do vírus H5N1, na Suiça, na França, na Alemanha, etc..., e ainda a morte de um gato, na Alemanha, igualmente vítima de H5N1.
Parece ficção, mas a realidade é inultrapassável: a gripe das aves, que já atingiu diversos países europeus, está a aproximar-se da Península Ibérica e será apenas uma questão de semanas até se registar o primeiro caso em Portugal.
Só espero que a gripe das aves não venha a ter o mesmo impacto que teve o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) ou pneumonia atípica...


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