My Irreversible Point of View

Unfortunately freedom of speech is not totally respected in some parts of the world. That is why I decide to express my point of view in the name of those who are not allowed to express themselves. STAND UP, SPEAK UP! STOP THE TRAFFIK

Saturday, March 11, 2006

A PESTE QUE VOA

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Com 92 mortes no mundo inteiro, de 2003 até os dias de hoje, ainda não se pode falar numa epidemia de gripe das aves, e muito menos de pandemia. Mas isso não impede que haja preocupação, e mesmo pânico, da Ásia à Europa, passando pela África e o Médio Oriente. A doença dissemina-se entre galinhas, patos, gansos e certas aves selvagens.


Índia - Caril de frango fugiu das ementas

Desde que foi confirmado o primeiro caso de gripe das aves na Índia, em meados de Fevereiro, o caril de frango desapareceu das ementas do país. E, apesar de o Governo não se cansar de repetir que não há perigo de consumir ovos e frangos cozinhados - várias personalidades os comeram em conferências de imprensa, para reforçarem a mensagem -, registou-se uma baixa de mais de 90% das vendas em numerosas regiões do país. As criações de aves de capoeira definham, enquanto disparam as vendas de carneiro e peixe.

A estrela de Hollywood, Will Smith, de visita à Índia há algumas semanas, declarou que as duas coisas de que mais gostava na Índia era a actriz Aishwarya Rai e o frango "tikka massala". Os indianos são conhecidos por serem também eles grandes apreciadores de frango com natas ("makhani") e "tandoor" (cozinhado em forno tradicional). Mas o medo é tão grande que o consumo de frango está em queda livre nos restaurantes, nas companhias aéreas, tanto privadas como públicas, e nos caminhos-de-ferro. Até a cantina do Parlamento retirou o frango das ementas. O Exército, até agora um grande consumidor de frango, suspendeu as encomendas.

Os países vizinhos, como o Sri Lanka, o Nepal, o Paquistão e o Bangladesh proibiram as importações de aves de capoeira e de alimentos para aves com origem na Índia. Vários países do Golfo Pérsico fizeram o mesmo. (...)

Criação intensiva facilita propagação

SIDA, vírus do Nilo, pneumonia atípica e gripe das aves: "A modificação dos meios naturais e o desenvolvimento da criação intensiva facilitam a propagação do vírus ao ser humano", explica The Guardian. "As intrusões [humanas] em zonas de grande biodiversidade perturbam as reservas biológicas e expõem as populações a novas formas de doenças contagiosas". Solução? Preservar as florestas e outros ecossistemas intactos e investir mais na pesquisa das origens naturais do vírus. É que "a biodiversidade reduz o efeito dos vírus e providencia uma espécie de seguro global para a saúde".

"Este cenário era de esperar. Vamos ter de dizer adeus às aves de criação industrial, atacadas por doenças e geneticamente enfraquecidas", deplora o berlinês die tageszeitung, para quem "os criadores tinham, até agora, conseguido ultrapassar cada epidemia. Mas tudo é diferente com o vírus H5N1, extremamente agressivo e mundialmente activo. Não será possível substituir as produções nacionais por importações. A indústria das aves terá um novo rosto: os produtores de ovos e os criadores industriais não vão sobreviver".

O Süddeutsche Zeitung considera, pelo contrário, que "a irrupção da gripe das aves pode significar um novo fôlego, imprevisto, para a criação industrial". Este diário de Munique afirma que a crise actual anuncia uma renovação das criações intensivas. Novas normas mais estritas obrigarão, por exemplo, os criadores a instalar gaiolas maiores, sendo uma garantia de maior qualidade.

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