My Irreversible Point of View

Unfortunately freedom of speech is not totally respected in some parts of the world. That is why I decide to express my point of view in the name of those who are not allowed to express themselves. STAND UP, SPEAK UP! STOP THE TRAFFIK

Saturday, August 12, 2006

Mãe

Aqueles que me conhecem bem sabem que existem fortes e estreitíssimos laços entre eu e a minha querida mãe. Aqueles que me conhecem bem sabem que ela não é exclusivamente mãe para mim. Aqueles que me compreendem sabem que ela me dá conforto, apoio e sobretudo confiança em mim mesma. Aqueles que me compreendem sabem que eu não me importava de viver com ela para o resto da minha vida. A Gaby não é apenas minha mãe: é a melhor das minhas melhores amigas, a pessoa que melhor me compreende e conhece.
Tenho 19 anos. Supostamente sou crescida, possuo auto-decisão e tenho os meus sonhos, planos e projectos de vida. Sou tal como sou, não só porque a minha mãe me educou de uma forma, mas também pelo simples facto de eu tomar decisões por mim própria. À medida que o tempo passa, questionar-me-ei cada vez mais a mim própria e consequentemente tomarei novas ou diferentes decisões. Penso 24 horas por dia e a cada minuto que passa surge gradualmente um novo EU, resultante da pergunta "Quem sou eu?".
Tarde ou cedo terei de sair do ninho construído pelos meus pais e construir o meu próprio ninho. A isto chama-se a tal passagem de geração em geração. Admira-me o facto de muitos jovens da minha idade, ou até mais novos, quererem sair o mais depressa possível da casa dos pais. Porque será? Será que os pais são assim tão chatos? Será que os filhos querem ter o seu próprio espaço, longe do dos pais? Será que já não existem laços entre pais e filhos? Será que os pais são assim tão conservadores e os filhos tão liberais? Há imensas respostas para isso, mas isso depende das pretensões das pessoas.
Falando por mim própria, não penso em deixar tão cedo o ninho dos papás. Porquê? Porque não tenho condições financeiras suficientes para sair de casa? Porque sou a "menina dos papás"? Porque faço tudo o que me é dito pelos pais? Não! Existe uma coisa que eu sinto profundamente quando estou com os meus pais, principalmente mãe. Sinto-me confortável. Eles oferecem-me conforto. O tal conforto materno-paternal que, infelizmente, muitos jovens parecem rejeitar. De facto fico surpreendida quando os jovens falam tão mal dos pais por tudo e por nada. É claro que também quero ter o meu próprio espaço. Todos querem! A isto chama-se independência.
Ora, um jovem trabalhador não deixa de ser independente se continuar a habitar em casa dos pais. Mesmo que venha a receber 3000€ por mês (um salário simpático que possibilita a compra da casa própria), não deixa de ser independente. O que esse jovem quer é o conforto dos pais. Se ele não se sente necessitado de sair cedo do ninho dos pais, qual é o problema? Há cada vez mais jovens a fazerem isso, embora não pareça. E a tendência é para aumentar... ou não.
Se eu vier a receber uma proposta de trabalho de um país estrangeiro, ora aí o caso é diferente. É claro que os pais não nos vão acompanhar de país a país, certo? É o que eu digo: é diferente.
Se há algo que eu não faço é falar porcamente mal dos meus pais. Sobretudo a minha mãe. Ela merece e tem todo o meu respeito. E se há coisa que eu faço é agradecê-la profundamente pela educação que me proporcionou e por ela ser a pessoa que é. Apesar do seu feitio, a Gaby é uma mãe exemplar! É uma mãe sempre presente e com muito respeito pela filha: eu.
Obrigada, mãe. O meu sonho é seguir o teu exemplo de MÃE.

4 Comments:

  • At August 23, 2006 4:50 AM , Blogger 交剪 said...

    VIVA MOM GABY!
    ABIO 4EVER & EVER

     
  • At August 27, 2006 6:25 PM , Blogger Alda M. Maia said...

    Começo por desejar-te boas férias ou melhor, que tenhas tido boas férias; depois, felicitar-te por esse "hino" ao afecto que te liga à tua Mãe, à tua Família. Não te surpreendas se muitos filhos mostram pouca sensibilidade para com os pais: frequentemente, são fruto do ambiente onde cresceram e foram educados, não achas?
    Por fim, quero pedir-te para leres (quando tiveres Tempo e disposição) o meu post (Copyright) de 22/08, assim como o precedente.
    E tudo isto para agradecer-te teres-me colocado na lista dos teus favoritos. Se até agora era-me indiferente ser conhecida, hoje talvez comece a pensar virar rumo: indignam-me os plagiadores sem dignidade. Mas penso que continuarei nos meus propósitos de sempre. É difícil mudar.
    Um beijinho
    Alda

     
  • At August 27, 2006 8:04 PM , Blogger Joaninha said...

    e se os nossos pais não nos quiserem lá? e estiverem à nossa espera? AHM?

    Ah pois!!!
    Gostar é uma coisa... mas como dizes... todos temos direito ao nosso espaço e os teus pais ja abdicaram pelo menos durante os anos da tua existência do deles.

    Podes ter saudades mas eles têm direito a estarem sozinhos ou um com o outro.

    A tua vida não és só tu apesar de ser só tua.

     
  • At August 27, 2006 8:28 PM , Blogger Danielik said...

    Sim, claro. Mas chegar ao ponto de se falar porcamente mal dos pais... shameful!!
    Ou vive-se respeitando os outros, ou então... rest in peace!

     

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