My Irreversible Point of View

Unfortunately freedom of speech is not totally respected in some parts of the world. That is why I decide to express my point of view in the name of those who are not allowed to express themselves. STAND UP, SPEAK UP! STOP THE TRAFFIK

Monday, November 13, 2006

Não ter tempo? Estar sem vontade? Ou esquecer?


Várias foram as vezes que o meu pai fez referência às razões pelas quais as pessoas não executam uma determinada tarefa, independentemente do seu grau de importância. Entre muitas dessas razões, sobressaíram três: ou não se tem tempo, ou se está sem vontade ou simplesmente esquece-se. Interessante, não?
Porque razão as pessoas não têm tempo? Porque trabalham, estudam, têm de tomar conta dos filhos, têm de ir aos Estados Unidos visitar um primo, têm de ir ao banco tratar das suas economias, têm de estar com o advogado para tratar de assuntos relacionados com o divórcio, etc, etc, etc.
Porque razão não há vontade nenhuma? Porque as pessoas não se interessam por esta ou aquela tarefa, ou estão com preguiça ou simplesmente "não lhes apetece".
E porque elas se esquecem de fazer algo? Como todos nós sabemos, a amnésia está presente no ser humano e este não pode "fugir" dela, assim como a memória nem está sempre presente em nós. Ora, seria interessante abordar alguns aspectos relacionados com a memória e esquecimento.

Entende-se por memória o processo de recordar os conteúdos aprendidos, que são armazenados para serem utilizados posteriormente.
O processo de memória compreende três fases: uma fase de aquisição; uma fase de retenção, e uma fase de reactivação & actualização. Além disso, existem ainda três tipos de memória:
  • Memória sensorial - diz respeito aos órgãos receptores, ou seja, aos órgãos dos sentidos que têm por função receber uma gama diversa de informações. Destacam-se, deste modo, a memória sensorial visual, memória sensorial auditiva, memória sensorial olfactiva, etc.
  • Memória a curto-prazo - é considerada como o centro da consciência humana, dado que é nela que se encontram os pensamentos, as informações e as experiências que ão utilizados em um determinado momento. Tem por função armazenar temporariamente a informação, que aqui permanece por um período maior do que na memória sensorial, mas não ultrapassa um ou poucos minutos.
  • Memória a longo-prazo - confere-nos a capacidade de recordar grande quantidade de informação durante longos períodos de tempo. Neste tipo de memória encontram-se armazenados os materiais resultantes da aprendizagem de uma dada tarefa. De facto, estamos continuamente a recuperar informação da memória a longo-prazo. Às vezes a tarefa é fácil e automática, outras vezes é mais difícil, dependendo das condições fisiológicas como o estado de saúde e o grau de cansaço. Há ainda aquilo a que os psicólogos chamam "ponta da língua" nos momentos em que não conseguimos recuperar o nome de uma pessoa ou uma palavra que temos a certeza de saber e que nos sentimos na iminência de lembrar.
A aprendizagem implica a transferência de dados do depósito a curto-prazo para o depósito a longo-prazo e trazê-los de volta durante a recuperação.
Porém, se muitas vezes essa recuperação é feita sem esforço, outras vezes torna-se uma tarefa difícil que exige estratégias específicas. Deste modo, não se recupera a informação. Neste caso, fala-se de esquecimento ou perda de memória.
Podemos falar de inibição proactiva, em que a deterioração dos conteúdos mnésicos é provocada pela interferência de recordações passadas. Por outro lado, essa deterioração também pode ser provocada pela interferência de uma nova aprendizagem; temos, assim, uma inibição retroactiva.

Estes dois elementos - memória e esquecimento -, muito presentes em nós, encontram-se ligados entre si. Pois a vida não faz sentido se houver demasiada ou nenhuma informação nas nossas cabeças. Há que preservar umas e "desperdiçar" outras informações.

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