My Irreversible Point of View

Unfortunately freedom of speech is not totally respected in some parts of the world. That is why I decide to express my point of view in the name of those who are not allowed to express themselves. STAND UP, SPEAK UP! STOP THE TRAFFIK

Sunday, September 14, 2008

Edeluc Consulting & Investments

No dia 04 de Abril, pelas 19:05, enviei um questionário, via e-mail, à Edeluc Consulting & Investments. O managing partner da Edeluc, Fernando Costa Freire, respondeu-me no dia seguinte, propondo que nos reuníssemos no dia 08, às 11:00, na sede da empresa, em Lisboa. E assim desloquei-me à empresa no mesmo dia, à hora combinada, tendo a entrevista durado aproximadamente 40 minutos.
A Edeluc, vocacionada para a consultoria e investimentos, é uma empresa portuguesa de capitais exclusivamente privados e é constituída por sócios portugueses e chineses. Actualmente é a consultora líder em Portugal na criação de negócios com a China. Além disso, a Edeluc é concessionária de uma área da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) em Weifang, na província de Shandong.
O processo de expansão da Edeluc na China teve início em 2004 e encontra-se agora em fase terminal, com a finalização de um projecto imobiliário industrial seu. Em 2005, a empresa garantiu a concessão por 50 anos de uma área industrial de 500.000 m² na ZPE em Weifang. Chegámos receber apoio financeiro por parte do Governo chinês, embora nunca tenhamos soliticado tal apoio”, disse Fernando Freire.
O apoio político-diplomático solicitado pela Edeluc foi sempre conseguido, sobretudo a partir de 21 de Abril de 2006, em que a empresa contou com a visita do Secretário de Estado do Comércio, Manuel Serrasqueiro, e do Embaixador de Portugal em Pequim, António Santana Carlos à sua concessão da ZPE de Weifang. Esta visita aconteceu na sequência da deslocação de uma missão empresarial, organizada conjuntamente pela Edeluc e pela AICEP, ao Fórum Internacional de Cooperação e Desenvolvimento de Weifang. “A verdade é que, desde a inauguração da AICEP em Xangai, temos vindo a receber inequivocamente mais apoio desta delegação do que da própria Embaixada e da AICEP em Pequim. Se olharmos para o mapa da China chegamos à conclusão de que Xangai está mais perto de Weifang. Apesar disso, estamos gratos com o apoio que nos foi concedido até agora”, acrescentou.
O mesmo não se pode dizer em relação às entidades privadas. A Edeluc também solicitou o apoio da Associação Industrial Portugal (AIP) e da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), as quais não deram nenhuma resposta àquele pedido. “Calculo que ambas as associações não tenham manifestado nenhum interesse no que a Edeluc tem vindo a desenvolver desde que se expandiu para a China. Quando solicitámos o seu apoio, não pretendíamos que as associações nos dessem dinheiro mas, sim, mostrar-lhes que o nosso projecto imobiliário industrial em Weifang era interessante”, justificou Fernando Freire.
Não obstante, a Edeluc assinou, em Junho de 2006, um protocolo de cooperação com uma entidade privada, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa. “Este acordo”, explicou Fernando Freire, “é o resultado dum propósito firme de ambas as instituições em unir competências e recursos, e conjuntamente apoiar as empresas portuguesas que desejem estabelecer negócios com a China. Resumidamente, o acordo visa a colaboração das duas partes no fomento e dinamização das relações económicas e comerciais entre Portugal e a China, e o entrosamento entre empresas e instituições de ambos os países”.
Finalmente, o managing partner da Edeluc deu a sua opinião pessoal sobre o papel do Estado enquanto motor da diplomacia económica. Salientou que a diplomacia económica é fundamental nos dias de hoje, uma vez que se assiste a uma progressiva preponderância dos assuntos económicos sobre os assuntos políticos. Portugal, em particular, só se apercebeu da necessidade da diplomacia económica a partir da década de 90, tendo posteriormente o Governo de Durão Barroso dado uma maior ênfase àquela diplomacia, e o Governo de José Sócrates promovido um maior apoio à internacionalização das empresas nacionais.“Porém, persiste a ideia de que o Estado português apenas apoia as grandes empresas. Esta ideia deve ser posta de lado, porque todos os negócios internacionais, sejam de PMEs ou de grandes empresas, carecem de ser apoiados pelas Embaixadas, em articulação com a AICEP, ou até mesmo por entidades privadas. Num mundo cada vez mais globalizado, em que os BRIC se afirmam cada vez mais como potências económicas, se as empresas portuguesas não puderem contar com o apoio estruturado das Embaixadas, da AICEP ou até mesmo das Associações Empresariais, as dificuldades de internacionalização serão, sem dúvida, maiores do que se puderem contar com aquele apoio”, concluiu.

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