My Irreversible Point of View

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Sunday, September 14, 2008

Expansão empresarial portuguesa na China

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De facto, ainda persiste um relativo desconhecimento do mercado chinês por parte de alguns empresários portugueses. Creio que esta situação não se deve à falta de suporte diplomático, visto que tal suporte é fundamentalmente exigido num gigante económico que revela uma taxa de crescimento que ronda os 10%, e que recentemente é considerado o “Eldorado” dos negócios internacionais e, com o tempo, dos negócios portugueses.
Nos dias de hoje, é crucial que se assegure uma melhor articulação, que se revela cada vez mais incontornável, entre as empresas nacionais e do aparelho diplomático português na China, visto que esta, no primeiro semestre de 2008, ficou na décima posição como destino das exportações portuguesas extracomunitárias[1]. Certamente, daqui a uma década, a China tornar-se-á na maior potência económica mundial, a seguir aos Estados Unidos, tendo actualmente 1,3 mil milhões de habitantes e uma classe média de 200 milhões de pessoas.
O número de empresas portuguesas a investirem no mercado chinês, onde existe um pouco mais de meio milhão de empresas estrangeiras, continua a ser reduzido. Para que o número aumente, é necessário que ocorra uma mudança das mentalidades por parte dos empresários portugueses e que encarem o mercado chinês, não como uma ameaça mas, sim, como uma oportunidade a ser aproveitada a longo-prazo, devendo igualmente estar atentos às oportunidades que aquele mercado proporciona às empresas estrangeiras. Além disso, tal como refere Fernanda Ilhéu, “as empresas portuguesas deverão perceber que a persistência empresarial é um pré-requisito para competir com sucesso na China, e têm que aprender com os seus erros no mercado chinês e mudar a sua estratégia sempre que necessário”[2].
Devido à complexidade do meio envolvente de negócios na China, é certo que as empresas portuguesas requerem um maior apoio do governo português no que toca à definição e desenvolvimento de uma entrada estratégica no mercado chinês. A acção diplomática daquele governo junto do governo chinês, no que respeita à internacionalização das empresas portuguesas, é fundamental, sobretudo se tivermos em conta que o governo chinês continua a ter um papel muito interventivo na economia do país e no processo de decisão de muitas empresas chinesas.

[1] Basílio Horta, “Diplomacia Económica e a Internacionalização da Economia Portuguesa”, Seminário Diplomático, MNE, 07 de Janeiro de 2008 (consultado a 25 de Maio de 2008).
[2] Fernanda Ilhéu, A Internacionalização das Empresas Portuguesas e a China, Coimbra, Almedina, 2006, p.155.

3 Comments:

  • At September 16, 2008 11:22 AM , Anonymous Anonymous said...

    A China já é uma potencia mundial, e irá substituir os EUA como grande motor económico global. Penso que Portugal encontra-se numa posição privilegiada como interlocutor com a China, tanto a nível diplomático como económico, ao poder utilizar Macau como porta de entrada naquele mercado. Por outro lado Portugal tem todo o interesse em participar em joint ventures com capital chinês em mercados emergentes como o Brasil e em mercados como forte crescimento como Angola. Em ambos Portugal pode ser um parceiro tendo em conta o nível de interlocução com os agentes económicos e políticos destes dois países. JFPM

     
  • At September 16, 2008 9:40 PM , Blogger Đαηι Ġιrl said...

    Aproveitar Macau como plataforma de ligação de Portugal à China será, EM PRINCÍPIO, uma vantagem. No entanto, será um erro imperdoável se os empresários portugueses, aspirantes a expandir os seus negócios no Império do Meio, apenas se cingirem a Macau por razões históricas. Inevitalmente há que alargar os horizontes e apostar noutros territórios como Hong Kong e Shanghai, onde certamente poder-se-ão realizar negócios mais ambiciosos e lucrativos, embora tenhamos de estar sempre atentos à concorrência das multinacionais estrangeiras e, por isso mesmo, adoptar uma estratégia de internacionalização mais eficiente.

    Saudades que tenho da minha amada terra macaense e da terceira praça financeira mundial, Hong Kong. (Esta parte foi apenas um desabafo...).

    Dani Girl

     
  • At September 16, 2008 11:38 PM , Anonymous Anonymous said...

    Macau pode ser uma eficaz plataforma para o gigantesco mercado chinês e um bom começo seria que as nossas escolas de negócios (MBA) estabelecessem programas conjuntos em Macau com o patrocinio das grandes empresas portuguesas interessadas naquele mercado para formar uma massa crítica para futuros projectos de internacionalização das nossas empresas.JFPM

     

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